Céu de Outono

12/09/2005 09:56

Para filosofar...





“Quando aprendi as respostas,
mudaram as perguntas”.

Socrates
enviada por sonia



08/09/2005 09:00

Liberdade...




Liberdade

O pássaro é livre
na prisão do ar.
O espírito é livre
na prisão do corpo
Mas livre, bem livre,
É mesmo estar morto

Carlos Drummond de Andrade. In: Farewell

Imagem: "Pássaro azul e flores". Afresco do Palácio de Cnossos
enviada por sonia



06/09/2005 07:30

Porque é bom...




Silêncio Amoroso

Deixa que eu te ame em silêncio.
Não pergunte, não se explique, deixe
que nossas línguas se toquem, e as boas
e a pele
falem seus líquidos desejos.

Deixa que eu te ame sem palavras
a não ser aquelas que na lembrança ficarão
pulsando para sempre
como se amor e vida
fossem um discurso
de impronunciáveis emoções.

Affonso Romano de Sant’Anna

In: Intervalo amoroso e outros poemas escolhidos
enviada por sonia



05/09/2005 07:30

Destino





" O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo ..
O que for teu desejo, assim será tua vontade ...
O que for tua vontade, assim serão seus atos ...
O que forem teus atos, assim será o teu destino ! "

"Briha Darary Aka Upanishad IV"

enviada por sonia



04/09/2005 13:30




"... Quando a inteligência, e a bondade ou afeto são usados em conjunto,
todos os atos humanos passam a ser construtivos.
Quando combinamos um coração amoroso com conhecimento e a educação, podemos
aprender a respeitar as opiniões e os direitos dos outros.
Isso se torna a base de um espírito de reconciliação, que pode ser usado
para dominar a agressividade e resolver nossos conflitos. "

Dalai-Lama

O texto foi enviado por uma amiga muito querida.


enviada por sonia



16/07/2005 19:52

Pablo Neruda




NO TE QUIERO sino porque te quiero
y de quererte a no quererte llego
y de esperarte cuando no te espero
pasa mi corazón del frío al fuego.
Te quiero sólo porque a ti te quiero,
te odio sin fin, y odiándote te ruego,
y la medida de mi amor viajero
es no verte y amarte como un ciego.
Tal vez consumirá la luz de enero,
su rayo cruel, mi corazón entero,
robándome la llave del sosiego.
En esta historia sólo yo me muero
y moriré de amor porque te quiero,
porque te quiero, amor, a sangre y fuego

enviada por sonia



15/07/2005 15:03

Silêncio e sabedoria




O texto foi enviado por uma amiga querida. Não veio com nome do autor.

O silêncio é um momento em que a criatura se cala, mas o espírito fala.
Calar sobre sua própria pessoa, é humildade.
Calar sobre os defeitos dos outros, é caridade.
Calar quando a gente está sofrendo, é heroísmo.
Calar diante do sofrimento alheio, é covardia.
Calar diante da injustiça, é fraqueza.
Calar quando o outro está falando, é delicadeza.
Calar quando o outro espera um palavra, é omissão.
Calar e não falar palavras inúteis, é penitência.
Calar quando não há necessidade de falar, é prudência.
Calar quando deus nos fala no coração, é silêncio.
Calar, diante do mistério que não entendemos, é sabedoria

enviada por sonia



03/07/2005 12:39

Será mesmo?



"A sabedoria é a maior perfeição da razão e sua princial função é perceber a ordem as coisas"


enviada por sonia



29/06/2005 14:54
.


Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:
Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic
enviada por sonia



22/02/2005 18:19

É tempo de voltar!




Nada melhor que o tempo para colocar tudo nos seus devidos lugares. Portanto, vamos retornar ao trabalho.
Já é hora!!!
enviada por sonia



30/12/2004 07:30

Auto-Retrato





O Espelho

E como eu passasse por diante do espelho
não vi meu quarto com as suas estantes
nem este meu rosto
onde escorre o tempo.

Vi primeiro uns retratos na parede:
janelas onde olham avós hirsutos
e as vovozinhas de saia-balão
como pára-quedistas às avessas que subissem
/do fundo do tempo.

O relógio marcava a hora
mas não dizia o dia. O Tempo,
desconcertado,
estava parado.

Sim, estava parado
em cima do telhado...
como um catavento que perdeu as asas!


Mario Quintana. In: Antologia Poética. L&PM Editora

Foto: Mulher no espelho, de Pablo Picasso

enviada por sonia



29/12/2004 07:30

Um grito solto no ar.





O GRITO

-Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra. Ela sabe.-Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo pra outro. Ele sabe.- Não sei se quero continuar com a vida que tenho.Pensamos em silêncio. Sabemos sim. Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe nos nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade se impõe, fala mais alto que nós, ela grita. Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos desviar esse amor para outro amor, um amor aceitável, fácil, sereno. Podemos dar todas as provas do mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle. A verdade grita. Provoca febre, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona e finge esquecer. Mas há uma verdade única: ninguém tem dúvida sobre si mesmo. Podemos passar anos nos dedicando a um emprego sabendo que ele não nos trará recompensa emocional. Podemos conviver com uma pessoa mesmo sabendo que ela não merece confiança. Fazemos essas escolhas por serem mais sensatas ou práticas, mas nem sempre elas estão de acordo com os gritos de dentro, aquelas vozes que dizem: vá por este caminho, se preferir, mas você nasceu para o caminho oposto. Até mesmo a felicidade, tão propagada, pode ser uma opção contrária ao que intimamente desejamos. Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o esperado, e é feliz, puxa, como é feliz. E o grito lá dentro: mas você não queria ser feliz, queria viver! - Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto. Sabe. - Eu não sei por que sou assim. Sabe.

Martha Medeiros

Obs.: O texto foi enviado por uma amiga muito querida que tem vergonha de escrever aqui. Beijos, Lú.

Martha Medeiros (1961) é gaúcha de Porto Alegre, onde reside desde que nasceu. Fez sua carreira profissional na área de Propaganda e Publicidade, tenho trabalhado como redatora e diretora de criação em vária agências daquela cidade. Em 1993, a literatura fez com que a autora, que nessa ocasião já tinha publicado três livros, deixasse de lado essa carreira e se mudasse para Santiago do Chile, onde ficou por oito meses apenas escrevendo poesia.

De volta ao Brasil, começou a colaborar com crônicas para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde até hoje mantém coluna no caderno ZH Donna, que circula aos domingos, e outra — às quartas-feiras — no Segundo Caderno. Escreve, também, uma coluna semanal para o sítio Almas Gêmeas e colabora com a revista Época.

Seu primeiro livro, Strip-Tease (1985), Editora Brasiliense - São Paulo, foi o primeiro de seus trabalhos publicados. Seguiram-se Meia noite e um quarto (1987), Persona non grata (1991), De cara lavada (1995), Poesia Reunida (1998), Geração Bivolt (1995), Topless (1997) e Santiago do Chile (1996). Seu livro de crônicas Trem-Bala (1999), já na 9a. edição, foi adaptado com sucesso para o teatro, sob direção de Irene Brietzke. A autora é casada e tem duas filhas.

enviada por sonia



28/12/2004 12:14

Mundo novo, vida nova?





Mundo novo, vida nova

Buscar um mundo novo, vida nova
E ver, se dessa vez, faço um final feliz
Deixar de lado
Aquelas velhas histórias
O verso usado
O canto antigo
Vou dizer adeus
Fazer de tudo e todos bela lembrança
Deixar de ser só esperança
E por minhas mãos, lutando, me superar
Vou traçar no tempo meu próprio caminho
E assim abrir meu peito ao vento
Me liberar
De ser somente aquilo que se espera
Em forma, jeito, luz e cor
E vou pegar um mundo novo, vida nova

Gonzaguinha. No CD de Elis Regina, “Saudades do Brasil”
enviada por sonia



27/12/2004 11:13

Na roda viva...





"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu"


Roda Viva (1967)
Chico Buarque de Holanda
enviada por sonia



26/12/2004 20:58

O mar quando quebra na praia...





Como uma coisa tão linda como o mar, pode causar tanta tristeza, tanta desgraça como a que aconteceu hoje, no Sudeste da Ásia?

enviada por sonia



22/12/2004 10:33

Neruda nosso de cada dia




Para meu coração basta o teu peito
Para que sejas livre as minhas asas.
De minha boca chegará até o céu
O que dormindo estava em tua alma.

Tu trazes a ilusão de cada dia.
Chegas como o orvalho nas corolas.
Com tua ausência escavas o horizonte.
Eternamente em fuga, irmã das ondas.

Já disse que o teu canto era o do vento
Como cantam os mastros e os pinheiros.
És como eles alta e taciturna.
E entristeces de pronto, como uma viagem.

Acolhedora como antiga senda
Abrigas ecos e vozes nostálgicas.
Desperto e alguma vez emigram, fogem
Pássaros dormindos em tua alma.

Pablo Neruda
In: Veinte poemas de amor y una canción deseperada




Neftalí Ricardo Reyes, dito Pablo Neruda. Poeta chileno (Parral 1904 - Santiago 1973).
.
Cônsul do Chile na Espanha e no México, eleito senador em 1945, foi embaixador na França (1970). Suas poesias da primeira fase são inspiradas por uma angústia altamente romântica. Passou por uma fase surrealista. Tornou-se marxista e revolucionário, sendo, primeiramente, a voz angustiada da República Espanhola e, depois, das revoluções latino-americanas.
enviada por sonia



20/12/2004 10:08

Bom dia, tristeza





BOM DIA, TRISTEZA

Bom dia, Tristeza.
Eu sinto o corpo viver só sem alma.
Nem o amor que foi me devolve a calma.
Nem mesmo o tempo louco me faz esquecer.

Bom dia de novo.
Eu hoje acordei e me peguei chorando.
Queria mesmo era despertar cantando.
Queria, na verdade, deixar de sofrer.

Bom dia, repito.
Tenho preso na garganta um negro e certo grito.
Do coração me sai uma porção de agito.
Vontade louca mesmo era de lhe ver.

Bom dia, me calo.
Só o silêncio terno pode acalmar
a dor que sinto dentro sem querer parar.


Fernando Tanajura Menezes

http://amlweb.com/amlnews/fmenezes/
enviada por sonia



19/12/2004 12:08

Ano Novo, Vida Nova?




FAXINA NA ALMA

Não importa onde você parou.
Em que momento da vida você cansou.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida e o mais importante
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos.
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.
Pois é. Agora é hora de reiniciar. De pensar na luz.
De encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso. Ou aquele velho desejo de aprender pintar.
Desenhar. Dominar o computador. Ou qualquer outra coisa.
Olha quanto desafio. Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho? Besteira.
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento".
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza. Nem nós mesmos nos suportamos. Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado. Até a boca fica amarga.
Recomeçar. Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar? Sonhe alto. Queira o melhor do melhor. Queira coisas boas para a vida.
Pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos.
Se pensamos pequeno. Coisas pequenas teremos.
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor. O melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental. Jogue fora tudo que te prende ao passado. Ao mundinho de coisas tristes.
Fotos. Peças de roupa, papel de bala. Ingressos de cinema. Bilhetes de viagens. E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora. Mas principalmente. Esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida. Para um novo amor.
Lembre-se de que somos apaixonáveis.
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes.
Afinal de contas. Nós somos o "Amor".
Porque somos do tamanho daquilo que vemos, e não do tamanho da nossa altura.
Carlos Drummond de Andrade

enviada por sonia



13/12/2004 11:03

Sobre amizade




Amizades são importantes nas nossas vidas.Disso temos certeza. Algumas passam tão rápidas como o vento, mas deixam boas lembranças. Outras ficam para sempre e tornam-se portos seguros.
Um amigo enviou esta poesia que sintetiza a amizade da maneira como, creio, deva ser entendida.

Quando me ordenas cantar,
parece que o meu coração vai arrebentar-se
de orgulho. Então contemplo a tua face e as
lágrimas me vêm aos olhos.

Tudo o que é duro e dissonante em
minha vida se dissolve em única e doce
harmonia, e a minha adoração abre as
suas asas, como um pássaro alegre voando
sobre o mar

Sei que tens prazer no meu canto. Sei
que posso chegar à tua presença apenas
como um cantor.

Com a ponta da asa imensamente
aberta do meu canto eu roço os teus pés,
que eu jamais poderia querer alcançar.

Embriagado pela alegria de cantar,
esqueço a mim mesmo e te chamo amigo,
tu que és o meu Senhor.

Rabindranath Tagore



Músico, poeta, contista, teatrólogo e filósofo, publicou muitas obras de cunho místico e profundamente humano.
Filho de uma família de reformadores religiosos e sociais, que a todo custo procurou libertar a Índia dos preconceitos milenares que esmagavam o povo.
Tagore é uma ocidentalização do nome que em sânscrito quer dizer "homem nobre", "senhor". Em casa era chamado de Rabi que no idioma dos seus quer dizer "o Sol".
Bem cedo se revelou artista profundamente identificado com a natureza, apaixonado pelo povo e, sobretudo aberto para o INFINITO. Com 8 anos de idade já fazia versos, aos 12 teve a satisfação de ver a sua poesia aprovada pelo seu venerando pai que exclamou: "Se o rei conhecesse a língua da nossa terra e pudesse apreciar-lhe a literatura, recompensaria por certo o poeta".
Com 15 anos foi para a Inglaterra estudar Direito, 3 anos após regressou à pátria a chamado da família. Ao regressar recebeu do pai a incumbência de administrar a propriedade da família.
Casou-se aos 23 anos. E, nesta época, já havia publicado 2 livros de poemas: Canções da Noite e Canções da manhã, com destaque para o poema O Despertar de uma Fonte.Bem como a novela para crianças O Sábio Real, que mais tarde serviu de tema à peça intitulada O Sacrifício..
Em 1901, com a venda de uma casa e das jóias da esposa, fundou uma escola superior de filosofia em Santiniketan, que depois foi transformada em Universidade, em 1921.
Recebeu o Prêmio Nobel de literatura em 1913 e tornou-se mundialmente famoso graças ao seu livro de poemas Gitanjali (Oferenda Lírica).
Aclamado por Gandhi como "o grande mestre" e reconhecido por todos os indianos como "o sol da Índia".
Nasceu em Calcutá, 1861, e faleceu em Santiniketan, Bengala, 1941.

http://www.geocities.com/toshiko.geo/biografia.htm
enviada por sonia



09/12/2004 18:54



Sei que as pessoas não concordam, sei que acham que sou radical ou que sou diferente. Porém, por mais que tente, não consigo ver o Natal de outra maneira. Pode ser que Freud explique. Vai ver explica mesmo.
Lendo o livro de Arnaldo Jabor, achei uma crônica (que já tinha lido no jornal) que expressa exatamente o que sinto. Sem querer ser pretensiosa, era o que eu gostaria de ter escrito um dia.
Desculpem-me pelo sabor amargo que o trecho lembra. Mas ao andar pelas ruas e shoppings, não consigo identificar nenhum sinal do que realmente representa o Natal.

“ [...] Mas a verdade é que eu nunca fui feliz no Natal. Lembro-me que, nas ceias, ficavam visíveis as frágeis ligações familiares, pálidas amizades entre primos e tios, um certo tédio constrangido depois dos presentes abertos, dissensões e antipatias adivinhadas em abraços frios. Eu olhava aquela família ‘viajando através do tempo”, como um cortejo trôpego para um futuro baldio, eu via a solidão do primo insignificante, do tio fracassado, da tia maluca, dos avós já tristes e ausentes, eu via que, a cada ano, as festas ficavam mais ralas; o eterno presunto caramelado e o peru com apito ficavam mais sozinhos na mesa; os presentes, mais baratos; e nossa fragilidade, mais clara. O destino das famílias é evidente no Natal. Os pobres ficam mais tristes com a dor do pouco que podem das aos filhinhos, e os ricos, mais obstinados em provas a si mesmos que serão felizes a qualquer preço. A obrigação da felicidade me enlouquecia. Parentes que eu nunca via me abraçavam com uma forçada ternura, molhada por vinho e uísques misturados, terminando tudo naquela tristíssima saída na madrugada, com crianças chorando ou dormindo no colo, presentes carregados para os carros, berros de “feliz Natal” nas calçadas. Por isso, só me resta o lugar –comum do início: “Natal, Natal – bimbalham os sinos!”...

(Nunca acreditei em Papai Noel. Arnaldo Jabor – O Globo, 23 de dezembro de 2003)

In: Amor é prosa sexo é poesia. Arnaldo Jabor. Editora Objetiva. 2004

enviada por sonia






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 Rio de Janeiro, professora e leitora compulsiva .